- — Alô?
- — Me perdoe.
- — Ah, é você.
- — Isso é um sim?
- — Não.
- — Me perdoe.
- — Não. Vá pedir perdão a quem se importa com você.
- — Você se importa comigo. Atendeu meu telefone às 2 horas da manhã.
- — E poderia desligar agora, se quisesse.
- — Então desligue.
- — Quero ouvir-te implorando.
- — Me perdoe.
- — Não.
- — O que devo fazer?
- — Viver sem mim.
- — Não consigo.
- — Tente.
- — Uma rosa. Mesmo sem cheiro, sem cor e sem vida, continua sendo uma rosa, sabe?
- — Isso é uma metáfora?
- — Quer dizer que mesmo que minha forma de amar seja medíocre, não deixo de amar-te. Do meu jeito.
- — Olha, algo que concordamos. Você é medíocre, realmente.
- — Posso ficar a noite inteira pedindo que me perdoes.
- — Poupe seu fôlego.
- — Eu daria meu último suspiro por você.
- — Hum.
- — Eu te amo.
- — Eu não.
- — Tudo bem, ainda te amo.
- — [risadas]
- — Ainda te faço rir.
- — Muito mais me fez chorar.
- — Isso é realmente importante? Porque não podemos seguir em frente?
- — Por que deveríamos seguir em frente? Você deixou seus sentimentos bem claros.
- — Estou implorando seu perdão.
- — E eu digo que isso não significa nada vindo de você.
- — Por quê?
- — Você disse que nunca iria me magoar.
- — E você disse que me amaria pra sempre.
- — Hum, ................ querido?
- — Sim.
- — Eu te amo. Mas não gosto de você.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Eu te amo, mas não gosto de você!
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